Deve chegar em março a esportiva CBR 250R. O modelo é igualzinho ao que é disponibilizado na Europa e nos Estados Unidos e incorpora tecnologia e design de última geração.
A CBR 250R não é apenas uma naked que ganhou carenagem e tempero esporte, é sim um projeto dedicado à esportividade. É leve, de fácil dirigibilidade, com caráter esportivo e muita versatilidade.
A nova Honda não é novidade apenas no Brasil. Ela foi mostrada ao mundo no fim de 2010 e apenas em 2011 chegou ao mercado europeu, surpreendendo aos que acreditavam que ela seria apenas mais uma 250 cc com roupagem extra. Ela não tem a ver com a CBX 250 Twister, conhecida na Europa por CBF 250 – e da qual deriva a brasileira CB 300R. A mesma surpresa ocorre agora por aqui: a Honda poderia simplesmente ter adaptado uma carenagem á líder de mercado CB 300R e, com um ajuste de motor, emprestado lhe mais esportividade. Esqueça. A opção foi trazer um produto inteiramente novo, quer resgata a cilindrada que quarto de litro para a marca da asa.
Apenas pra o novo motor de quarto de litro que a equipa, a Honda registrou 27 patentes. É um 250 cc com arrefecimento líquido, dois eixos-comando para quatro válvulas, alimentado por injeção eletrônica digital e com as mesmas medidas de diâmetro e curso de um dos quatro cilindros da superbike CBR 1000RR (76x55 mm). Mecanicamente é um motor surpreendente, com soluções inéditas. Também não guarda nenhuma semelhança com o da CRF 250R de MotoCross – afinal de contas, a durabilidade e o necessário baixo custo de manutenção de um motor para a rua não são compatíveis com a potência explosiva de um motor de uso em competições.

Com 27 cv de potência máxima e peso em ordem de marcha (abastecida e com fluidos e lubrificantes) de 161 kg, ela é capaz de percorrer 27 km/l, segundo a fábrica. Seriam, portanto, cerca de 350 km de autonomia com o tanque de 13 litros. A CBR 250R conta ainda com câmbio de seis marchas.
Testes realizados com a CBR no velho continente declaram que ela é uma delícia de pilotar em baixos e médios giros, com respostas imediatas ao comando do acelerador na faixa das 5000 RPM, ou seja, muito semelhante à CB 300R, mas com 50 cc a menos e q esperada refrigeração líquida.
VFR EM MINIATURA
Visualmente, a CBR 250R é muito parecida com a recém-chegada (ao mercado brasileiro) VFR 1200F. Com carenagem integral que oculta os parafusos de fixação e um farol em formato de X muito parecido com o da VFR, a CBR 250R busca nitidamente identificar-se com a prima de maior cilindrada e prestígio. Obviamente, por se tratar de uma moto direcionada a um público mais abrangente, ela não herdou alguns luxos da VFR. Mas o visual é mesmo parecido. A versão prata e vermelha, com a mesma qualidade de pintura metálica, é uma miniatura.
Rodas de liga leve de 17 polegadas com pneus esportivos sem câmara. (140/70 na traseira e 110/70 na dianteira) fazem parte do pacote. Painel, ponteira de escape e ABS humilham a concorrência – Estão em um patamar superior. O painel lembra o da VFR 1200F, com um pouco menos de informações, mas com a mesma linha de projeto visual. Incorpora conta-giros analógico (de ponteiro) com velocímetro. Marcador de gasolina e Hodômetros são digitais. Tudo bem encaixado e bem acabado, com peças plásticas laterais para esconder os vãos da carenagem.
A ponteira de escape tem desenho moderno, meio triangular, e muito bem casada com o restante da moto. Tem papel fundamental no design.

O quadro tubular de aço, oculto pela carenagem, segue a mesma linha do que equipa a CBR 600RR, com a tampa do cabeçote e o sistema de injeção posicionados entre as traves superiores e fixações que dispensam a utilização de berço sob o motor. O subquadro também é de aço e não é removível.
Nas suspensões, nada muito revolucionário. Na frente, bengalas telescópicas convencionais de 37 mm de diâmetro e 130 mm de curso. Na traseira, monoamortercedor com sistema Pro Link de 104 mm de curso e cinco regulagens de compressão da mola.
Pelos predicados técnicos e pela força da marca, a CBR 250R promete esquentar o segmento das pequenas e fazer com que uma concorrente que é verde fique cada vez mais verde... De raiva.
Extraída da revista Quatro Rodas Moto – ed 626